A Solução é a Integração entre os Recursos Humanos com as Outras Áreas nas Empresas
A Administração de Recursos Humanos é uma
área extremamente sensível à mentalidade que prevalece nas organizações. Por
esta razão, ela é contingencial, estratégica e situacional. Porém, depende
muito da cultura que predomina em cada organização e também da estrutura
organizacional adotada por cada empresa. Mais ainda depende das características
do ambiente, do negócio da organização, das políticas internas e externas adotadas
pela organização, das suas funções e processos e de uma gama enorme de outras
variáveis importantes, que possam afetar a estrutura organizacional de cada
empresa.
Embora seja perceptível um movimento
para a modernização e uma gestão mais estratégica, alinhadas com os resultados
traçados pela empresa moderna, o paternalismo herdado das empresas familiares
persiste com os novos tempos e demandas da globalização.
Certo conservadorismo é inegável na
maioria das gestões, das diretorias e empresários. Mas por isso mesmo, e pelas
próprias demandas do mercado, o otimismo em relação ao potencial que o mercado
de Recursos Humanos oferece na contratação de serviços para profissionalização,
treinamento, benefícios, gestão por competências e tantas outras ações de ponta
na gestão de recursos humanos, cria boas expectativas para todos os atores
desse cenário.
A modernização é certa e o mercado sabe
disso. Por isso Gerir o
Capital Humano significa desenvolver as pessoas em função dos
objetivos estratégicos de negócio, reduzindo custos através da eficiência e
aumento de produtividade, estimulando a inovação, aumentando a satisfação dos
clientes, fomentando operações globais, garantindo uma vantagem competitiva e o
crescimento do negócio. E tudo isso é o papel dos Recursos Humanos nas empresas,
é isso que elas pedem para esses profissionais modernos.
Martinho Exterkoetter, professor de
Administração de Recursos Humanos e pró-reitor de administração da
universidade Univille, confirma: "O
foco é transformar a área de Recursos Humanos em
uma área de consultoria porque já está provado que capital intelectual traz
competitividade”. No mundo atual a administração está
bastante atualizada e busca sempre criar um diferencial na gestão de pessoas.
Para as empresas de consultoria, é um
momento de descoberta da relevância da gestão de pessoas. Mesmo nas empresas
familiares há uma preocupação de profissionalizar os sucessores. E, para isso,
eles têm se apoiado nos cursos de Recursos Humanos oferecidos pelas
faculdades. Esse novo direcionamento tem se desenhado há cerca de cinco anos. O
carro chefe dos novos Recursos Humanos é a implantação de sistemas de gestão
integrados, segurança, saúde, meio ambiente, responsabilidade social, gestão
humana, desenvolvimento organizacional e mudança comportamental. Tem muitas
pessoas se especializando só neste último item de mudança comportamental, pois
comportamento tem a ver diretamente com atitude, e neste momento a atitude é
tudo no ser humano moderno.
Ouvi-se com freqüência nas organizações
que “as
pessoas fazem a diferença” e que “as pessoas são o fator crítico de
sucesso nas organizações”, porém, essas afirmações só se tornam reais
se forem feita uma gestão eficaz das competências das pessoas, por sua vez
postas ao serviço do sucesso das organizações e do seu desenvolvimento.
As organizações mais preparadas para
enfrentar e vencer a competitividade global, são aquelas cujos recursos e
capacidades permitem melhorar a produtividade e a sua capacidade de resposta às
necessidades dos mercados. Neste contexto, a gestão do “capital humano” ligada
de forma indissociável à estratégia organizacional, é uma fonte de indiscutível
intervenção no sucesso da “implementação” dessa mesma estratégia.
Para finalizar só resta mencionar que
existe um movimento que começa a crescer nas multinacionais e em algumas
empresas brasileiras onde acontece uma de fusão do setor de Recursos Humanos
com outras áreas da organização. Este novo cenário é reflexo das mudanças que o
antigo departamento de pessoal vem sofrendo nos últimos anos, e que caminha
para ficar mais próximo das decisões de negócios e se tornar tão estratégico
quanto às demais áreas das empresas. Exemplos disso podem ser vistos na Natura,
na Basf, na Votorantim Cimentos e no Grupo Accor.
Fica claro o
quanto é importante o alinhamento do papel dos Recursos Humanos a outro ativo
intangível o capital intelectual. Com isso procura-se um sistema inovador de
avaliação de Recursos Humanos, que permita mostrar a influência sobre os indicadores
do negócio para mensurar resultados e ao mesmo tempo criar valor para a
empresa, desta forma os Recursos Humanos torna-se parceiro estratégico da
outras áreas da empresa.
Elías Nova
Nova
Pós-graduado em Gestão Estratégica
de Pessoas para Negócios
Pós-graduado em Consultoria Empresarial
e-mail: eliasnova@gmail.com
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