O Problema é a Remuneração dos Talentos nas Empresas
Em tempos atuais,
muito se pensa nas mudanças radicais que vêm determinando com grande veemência
a longevidade de uma empresa diante do seleto mercado a que se submete. Todo
passou a ser reavaliado, técnicas tradicionais são postas em questão quanto a
seu conteúdo e modo de operação. Processos tecnológicos que outrora sofriam
alterações em escala de tempo relativamente longa, hoje se incorporam a uma
visão holística de atualização continuada e em intervalos de tempo cada vez
mais curtos.
Diante dessa
contemporaneidade empresarial, torna-se cada vez mais incessante, a busca pelo profissional diferenciado, polivalente, que supra em tempo hábil
os anseios e expectativas nutridas pela organização. Entretanto, não se pode
negar a capacidade gerencial de organizações que metalizam seus objetivos
finais em função do lucro à organizações que muito embora disponham de receita
assegurada, desvinculam-se dos fins lucrativos, alicerçando seus objetivos
sobre a idéia de prestação de serviços sociais e comunitários. Como, então,
poderia uma organização que não versa seus objetivos em lucros, tendo por base
a eficiência na execução das tarefas, exercer vigilância sobre os resultados
alcançados? Como, ainda, justificar a implantação de uma política salarial
condizente com as atividades exercidas no processo administrativo?
No meio desse mundo
moderno torna-se verdade que “Uma empresa não terá sucesso sem que seus
funcionários tenham sucesso pessoal”. Isto quer dizer que quando um vence, a
vitória é necessariamente coletiva. Se a finalidade primordial não é o lucro,
com toda certeza será a prestação do melhor serviço possível. Nota-se que
fatores ambientais internos e externos exercem influência direta sobre os
resultados almejados, sendo um dos pilares principais na sustentação desse
edifício de fatores, o engajamento, o comprometimento do funcionário
(colaborador) com a missão da organização, a aceitação dos valores de outrem
como seus e a participação ativa no gerenciamento dos negócios da empresa como
próprios.
Rompendo paradigmas de cargos e salários
É preciso quebrar
paradigmas com relação aos programas de cargos e salários, ou melhor, a
antipatia a sua implantação. Uma política salarial bem planejada, assistida por
um plano de gestão de pessoas, dirá das condições reais do quadro funcional, a
capacidade de endividamento da organização e conseqüentemente antecipação de
planejamento para ações futuras. É preciso, enquanto administradores ou
gestores de pessoas, atribuir-lhes valor relativo em consonância ao determinado
pela avaliação de cargos, uma vez que os cargos são classificados a luz das
capacidades específicas e características humanas para o desenvolvimento de
pessoas ou processos significativos para a organização.
É preciso pensar a
aplicação de recursos em pessoal como um investimento de médio e longo prazo
continuado e necessário para a sobrevivência da organização. Empresas públicas
se amontoam em dificuldades financeiras por tratar empiricamente a remuneração
de seu principal patrimônio. Grandes líderes, presos a compromissos políticos,
são levados, ou tentados à “fabricação de emprego”, comprometendo seus recursos
pautados em relatórios confeccionados para satisfação imediatista e que
costumam demonstrar falsa capacidade pagadora. Descuidam-se, enfim, em
gerenciar uma política que motive a qualidade do serviço. Por isso “Uma
política salarial perfeita, é aquela que, atribuindo uma remuneração adequada
ao cargo, estimule o seu exercício”.
A percepção de
salário é uma base reveladora do padrão de vida do funcionário, de seu conforto
e de sua família, de seu poder de compra, de seu acesso ao lazer. Representa
grande influencia no “status” diante de sua comunidade, e quando bem assistido
por um plano de cargos e salários orçado dentro das possibilidades financeiras
reais, gera possibilidade de ganhos mais elevados, almejo por ocupação de
postos em nível superior na hierarquia funcional e conseqüentemente motivação
para buscar qualificações pessoais para conceber maior contribuição à empresa.
Elías Nova Nova
Pós-graduado em Gestão Estratégica
de Pessoas para Negócios
Pós-graduado em Consultoria Empresarial
e-mail: eliasnova@gmail.com
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