A solução é uma boa estrutura organizacional nas empresas (parte II)
Fala-se
de departamentalização quando se reúnem várias atividades afins da empresa em
seções, departamentos, setores etc. Este agrupamento obedece a diferentes
critérios, dos quais o mais comum é o do agrupamento por funções. A
departamentalização funcional se ajusta bem ao princípio da especialização e
favorece o controle das atividades exercido pela alta direção da empresa.
Existem
muitos outros critérios para departamentalizar, por exemplo, por áreas
geográficas, por atividades afins, por processos produtivos, por tipo de mão de
obra, etc. É possível também adotar uma departamentalização mista, que obedeça
de forma simultânea a diversos critérios.
É
muito comum encontrar nas grandes organizações a criação de comissões para
atender determinados eventos, estas são grupos de pessoas, normalmente
procedentes de diferentes seções ou departamentos, encarregadas de realizar em
conjunto uma determinada tarefa. Por fim, a atuação, à margem da estrutura organizacional
formal, de certas pessoas que agem como pontos de ligação facilitam bastante a
coordenação entre setores distintos de uma organização.
A
estrutura organizacional geralmente obedece a um dos três modelos básicos
seguintes: Linear, Funcional ou Matricial. A organização linear estará
rigidamente fundamentada nos princípios da hierarquia e unidade de comando.
Nela, cada subordinado obedece a seu chefe imediato e não há comunicação direta
entre os diferentes grupos ou departamentos. A coordenação se efetua
exclusivamente por meio da escala hierárquica. A organização Funcional onde o projeto é dividido e atribuído a
áreas funcionais da organização, com a coordenação feita pelos níveis mais
altos e funcionais de gerência. A organização Matricial é um tipo híbrido de departamentalização, no qual
equipes compostas por pessoas de diversas especialidades, são reunidas com o
objetivo de realizar tarefas com características temporárias.
Por
outro lado existem os órgãos de assessoria que englobam pessoas ou departamentos
desprovidos de autoridade e que, portanto, não se encaixam no esquema linear
senão como adjuntos a órgãos de comando, com os quais colaboram na tomada de
decisões.
Existem
muitos tipos diferentes de controle nas empresas, ou, em sentido mais geral,
nas organizações. O controle de qualidade determina se um produto preenche os
requisitos prefixados. Em quanto que o controle integrado de gestão consiste no
emprego de um conjunto de subsistemas de controle, que fiscalizam todos os
aspectos da atividade empresarial e produzem periodicamente quadros de comando,
quadros de pontos fracos e fortes, quadros comparativos com as demais empresas
do setor etc., que refletem o estado da empresa em dado momento. O chamado PPBS
(Planning-Programming-Budgeting System, ou Sistema de Planejamento, Programação
e Orçamento) é um sistema integrado de controle de programas e orçamentos,
postos em prática pela primeira vez em 1961 no Departamento de Defesa dos
Estados Unidos. Mais tarde esse sistema se generalizou entre os órgãos do
governo federal daquele país e também entre numerosas entidades públicas e
empresariais privadas.
Muitas
atividades humanas que são hoje objeto de tratamento científico passaram por
uma fase inicial em que eram tidas como uma arte ou como um conjunto de
conhecimento empírico, só adquirido pela experiência individual. A atividade
empresarial não escapou a essa regra. Até o início do século XX essa atividade
era vista como uma habilidade especial ou decorrente da intuição de certas
pessoas. A chamada reciclagem, ou seja, a atualização permanente de
conhecimentos específicos é hoje prática indispensável para os profissionais da
administração que desejam adaptar-se a novas técnicas e conceitos.
O
americano Frederick Winslow Taylor foi o primeiro a dar tratamento científico
aos problemas referentes à organização do trabalho. Na obra The Principles of
Scientific Management (1911; Princípios de administração científica) Taylor
desenvolveu duas teses fundamentais, extraídas da análise de um grande número
de casos, e sistematizou suas observações sobre o funcionamento de diversas
empresas em seu país. A segunda vertente básica do chamado taylorismo é o
estudo detalhado dos movimentos e tempos necessários para realizar as tarefas,
divididas em seus componentes mais elementares. Assim, pode-se chegar a uma
fórmula capaz de otimizar métodos e tempos, de modo que o trabalho seja
realizado com menor esforço e maior velocidade possível.
As
fórmulas de organização estabelecidas por Taylor tiveram êxito imediato. Rapidamente
aplicadas pelas empresas nos anos que se seguiram à primeira guerra mundial,
contribuíram para elevar consideravelmente a produção geral do sistema.
Entretanto, o taylorismo teve pouca influência além da organização material das
oficinas.
Nascimento
da moderna sociologia industrial. As concepções tayloristas e fayolistas (a
chamada escola clássica de administração de empresas) partem de um princípio
muito simples no que diz respeito à psicologia do trabalhador: o comportamento
do homem frente ao trabalho é guiado unicamente pelo interesse material. Por
isso, para que o trabalhador renuncie a sua espontaneidade natural e se adapte
ao trabalho como um mero prolongamento da máquina (requisito imprescindível
para se conseguir a maior produtividade possível) é necessário dar-lhe um
incentivo. Só há duas maneiras de se conseguir isso: mediante aumento dos
salários ou melhoria das condições de trabalho, como por exemplo, a diminuição
da jornada, troca de equipamentos com novas tecnologias, cursos de atualização,
etc.
Com a
finalidade de melhorar a produtividade dos operários, e dentro da lógica
plenamente racional da escola da organização científica do trabalho, foram
estudadas as condições ideais de iluminação das oficinas. Experimentaram-se
vários tipos de iluminação, desde uma extremamente fraca até outra bastante
intensa, conseguindo-se melhora de produtividade em todos os casos. Esse
resultado era incompreensível do ponto de vista da organização científica do
trabalho. Com isso foi demonstrado, contudo, que o aumento da produtividade não
se devia a nenhuma causa material, mas sim à mudança ocorrida (no momento da
realização das experiências) nas relações sociais entre a direção da empresa e
os trabalhadores e, em conseqüência, à mudança entre os próprios trabalhadores.
Pós-graduado em Gestão Estratégica
de Pessoas para Negócios
Pós-graduado em Consultoria Empresarial
e-mail: eliasnova@gmail.com
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