O Problema é a Gestão dos Gestores nas Empresas
Algumas
organizações, sobretudo as do ramo público, compõem seus quadros de pessoal em
função da confiabilidade, valendo ressaltar que por confiabilidade, entende-se
liberdade, autonomia em tomadas de decisão dentro da estrutura administrativa
sem a menor contestação de terceiros. A Confiança tornou-se o quesito principal
para o recrutamento de pessoal de gestão, enquanto determinados valores
fundamentais para caracterização da escolha do profissional, passou a segundo
plano ou não é importante perante a necessidade de ter pessoas que sejam o
braço direito da administração.
Os escalões
hierárquicos que estruturam a administração nas empresas, também estão floridos
de chefes arrogantes, cabidos de realeza quanto ao posto de ocupação e de plebe
quanto à competência para o exercício da função. Muitos deles utilizam os
subordinados como escudeiros, e escondem suas inaptidões oferecendo o
sacrifício dos subalternos ao julgamento do “Senhor da Cúpula”. Claro, é bastante
óbvio, que resultados merecedores de um elogio, são provenientes de suas
proezas, enquanto os erros serão sempre fragmentos da obsolescência do
colaborador.
Que padrões de
liderança serão passíveis de motivação quando o lema principal praticado
perdura ao longo de anos sobre o dito chavão “manda quem pode, obedece quem tem
juízo?” Que funcionário será capaz de superar suas próprias expectativas se ao
contrário de desenvolver habilidades para o trabalho sob pressão é cometido ao
trabalho sob o medo da repressão? Nenhum chefe terá o respeito espontâneo de
seu subordinado se em suas indumentárias forem encontrados adornos de
prepotência. Nenhum funcionário por sua vez será capaz de sorrir ou alegrar-se
verdadeiramente com a atividade que desenvolve no processo operacional, se o
combustível que lhe impulsiona ao trabalho for regado por uma postura defensiva
pela garantia do emprego; será muito mais uma relação de marionete e
manipulador que líder e colaborador.
Métodos
comprovadamente eficazes vêm se tornando pragmáticos em organizações que
adotaram posturas comportamentais de atenção elevada ao primeiro cliente: “seu
funcionário”, um das peças primordiais da grande engrenagem administrativa,
capaz de revelar tendências, necessidades e a direção certa para aplicação do
processo motivacional. Por isso é muito importante na hora escolher os gestores
aplicar o famoso “CHA”. C de conhecimento técnico para gerenciar os processos e
as pessoas, H de habilidade de comunicação na liderança e, finalmente, A de
atitude para ter postura adequada a cada circunstância.
O mais importe do “CHA”
não é o conhecimento, pois ele pode ser adquirido em qualquer momento por meio
de cursos e treinamentos assim como a habilidade de comunicação pode ser
acordada com treinamentos, mas a atitude é da pessoa mesmo, faz parte da
personalidade e se a natureza não deu infelizmente não tem como ser implantada.
Hoje existem inúmeros testes que podem ajudar a mesurar estas três
características para evitar erros futuros no planejamento empresarial.
Há de se notar que
a redundância de metas dispostas em função de relatórios e demonstrativos que
muitas vezes passam falsas impressões, calça os maiores fracassos de um
planejamento, veja, que regularmente a visão gerencial no processo se volta
equivocadamente para etapa fim: o resultado. Contudo, um resultado não se
alcança apenas por meio do estabelecimento de objetivos e metas, mas sim pela
construção metodológica do caminho que atenua o acesso ao resultado. Dessa
ótica, percebe-se verdadeiramente a importância de uma equipe confiável,
sucinta as diretrizes estabelecidas, e engajada a oferecer "feedback"
aos estímulos motivacionais aplicados.
Enfatizar pessoas,
não quer dizer desviar, em momento algum, o ponto que referência do objetivo
máximo estipulado, mas sim, promover subsídio, deflagrar competências entre os
colaboradores de forma a motivá-los a buscar exaustivamente a conquista do
sucesso.
Vale ressaltar que
o sucesso de uma organização é conseqüência do sucesso pessoal de seus
colaboradores. Quando um vence a vitória é necessariamente coletiva e
conseqüentemente sustentável. Dessa forma, atribuir confiança a alguém é
indispensável e requer perspicácia em diagnosticar aptidões e predisposições
entre líderes e liderados, de forma a atestar que estes são hábeis a suprir a
carga e a confiança que lhes seja conferida. A confiança é o elo que une o
chefe ao colaborador, e uma vez que não haja ou que seja quebrada essa conexão,
será dado início a um processo natural de depreciação das relações humanas.
Pós-graduado
em Gestão Estratégica de Pessoas para Negócios
Pós-graduado
em Consultoria Empresarial
e-mail:
eliasnova@gamail.com
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